AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[A piscina termal (foto LeonorAreal)]

 

Época termal
2 de Maio a 31 de Outubro.

Indicações

Dispepsias hipersténicas, enterites crónicas, congestões hepáticas, litíase biliar e urinária, reumatismo, gota, albuminúria, dermatose. (Correia,1922).
Usada na cura da diurese (Acciauoli, 1944).
Doenças da nutrição, estados uricémicos e albuminúrias consecutivas a infecções renais, algias, hipertensão e pele (Contreiras, 1951) Afecções crónicas do aparelho reno-urinário (litíase renal, insuficiência renal), hipertensão arterial, perturbações do metabolismo (gota, obesidade) reumatismos, perturbações do aparelho locomotor, afecções respiratórias crónicas (bronquite e asmas) patologia dérmica (in folheto de divulgação, 2003).

Tratamentos/ caracterização de utentes

Ingestão de água; Crenoterapia (Banhos e duches); Electroterapia (ondas curtas, infravermelhos, ultra-sons, ionização e altas pressões); Termoterapia (parafango, parafina e calor húmido); Ventiloterapia ( Aerossóis e emanatório); Mecanoterapia (ginásio e reeducação mecânica); Cinesioterapia (ginástica); Hidrocinesioterapia (ginástica em piscina). ( In folheto de divulgação, 2003).
Frequência termal:2002 – 1659 aquistas (17º); 2001 - 2012 (14º); 2000 - 2296 (13º); 1999 - 1673 (16º); 1998-1720 (16º); 1997-1717 (16º); 1996- 1650 (17º).

 

Instalações/ património construído e ambiental

O débito da nascente é de 408.000 litros/dia (Acciauoli , 1953,II). A emergência da água é no grés permo-carbónico, numa formação xistosa. A nascente localiza-se no balneário principal, sobre o qual foi construído um emanatório e a buvete, ambos da renovação da década de 40. A piscina termal é uma construção do início do séc. XX, ao gosto da arquitectura do ferro. Por detrás do edifício termal localiza-se a fonte de S. João, com a sua capela, recentemente objecto de intervenção arquitectónica.O Luso pode considerar-se uma “vila de águas”, dado que a sua origem se deve às nascentes e a sua vida desenvolve-se em torno delas. Localizada na serra do Buçaco, florestada por monges que a habitavam desde do século XVII, forma hoje um parque com cerca de 700 espécies botânicas diferentes.

 

Natureza

Carbonatadas, silicatadas, cloretadas, levemente sulfatadas, sódicas e litínadas, hipomineralizadas (0,106 g), hipotermais (27,2º). Radioactivas (4,65 mm) (Correia,1922).
Fracamente mineralizadas, muito radioactivas pelo radão ( Contreiras, 1951).
Hipossalina, cloretada silicatada-sódica, muito radioactivas pelo rádon, (27º) (Acciauoli, 1944).
Hipossalina, mesotermal, cloretada sódica, com uma concentração de sílica de 26% da mineralização total (in folheto de divulgação, 2003).    

 

Alvará de concessão

1850 - Carta de Lei, de 29 de Julho, autorizando a CM da Mealhada a contrair empréstimo no valor de 1000$000 réis, para expropriações e construção de casas de banho.
1853 - Alvará de 21 de Dezembro, aprovando os Estatutos da Sociedade da Água do Luso
1854- Alvará de 1 de Março, aprovando o contrato entre a Sociedade da Água do Luso e CM da Mealhada.
1894 – Diário do Governo, nº 112, de 19 de Maio, Alvará da Concessão do Luso.
Área reservada de 52 ares, 18 centiares e 37 hectares, por portaria de 25 de Abril de 1922.
Contrato actual de 20 de Julho de 1993.

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Historial

Segundo Francisco da Fonseca Henriques, em Aquilégio Medicinal (1726) “abaixo de uma fonte copiosíssima de água fria, há um olho de água quente, a que chamam banho, talvez porque em algum tempo se tomaram ali banhos dela, assim como de Caldas, mas não se usa hoje para remédio, nem serve mais, que de regar algumas terras, misturando-se em pouca distância com a que corre da fonte fria; sendo assim que nos parece que esta água será sulfúrea, e que serviram os seus banhos aos achaques do género nervoso, e das juntas, ou espúrios, os legítimos; o que devem provar com suas experiências os Médicos, que ficarem vizinhos; não desprezando semelhantes águas, e tomando conhecimento delas pelos seus efeitos, que para o que elas tem virtude, aproveitaram mais que todas as diligências da Arte por meio de outros remédios” (pp. 69, 70)
A Fonte do Banho é mencionada por Reis (1779) “na baixa da Serra do Buçaco, entre as aldeias Luso de Além e Igreja ”(cit. Acciaiuoli, 44/II:83).
Da descrição de Tavares (1810:78/9), ficamos a saber que estas duas aldeias “constituem uma considerável povoação”. A importância do local devia-se já à existência de banhos. Depois de descrever a emergência da água, Tavares descreve as sensações do banho: “Nasce a chamada Fonte do Banho, em forma de poço, sem mais artifício, do qual, sobre fundo de areia, sai em alguma abundância água com o calor 68 gr. A 74 da escala F. e 16 a 18 ½ na escala de R., o qual causando estranheza ao entrar no banho, sofre-se com tudo, sem maior incómodo. Bebida neste pouco calor, com que brota, tem levíssimo sabor e cheiro ao gás hidrogénio sulfurado que totalmente perde em arrefecendo.
Quanto às suas características químicas, Tavares (1810, 79) na sua descrição, também denuncia já a sua fraca mineralização: “Deposito nenhum se encontra na sua passagem, nem com reagentes dá demonstração de contentos de consideração, exceptuando o tornar-se levissimamente roxa com a infusão das galhas, o que mostra alguma porção de ferro...
Em 1850, o Conde de Tomar, secretário de Estado dos Negócios do Reino, apresentou às Cortes um projecto de lei que autorizava a Câmara Municipal da Mealhada “a contrair um empréstimo até 1 conto de reis”, sendo este valor “exclusivamente aplicado à expropriação de terrenos contínuos à nascente das águas thermais, à edificação de casas de banho, e demais obras indispensáveis…” (Diário das Cortes, 26/6/1850)
O Artigo 7.º desse projecto de lei previa que “Se não for possível realizar o empréstimo poderá ao Governo autorizar a Câmara Municipal para contratar com qualquer Companhia, ou Empresário à edificação das casas de banhos, e regular definitivamente as condições de contracto […] como ela pede, para nos termos do art. 123º, § 2 do Código Administrativo, levar aquelas obras a efeito, por meio de contracto com alguma Companhia, Associação, ou simples empresário”. Embora esta “Companhia” só se viesse a concretizar em 1854, já durante o Fontismo, estava aberta a hipótese de formar empresas vocacionadas para a gestão “thermal”. O projecto de lei foi aprovado sem discussão nas Cortes e publicação da lei ocorreu a 29 de Julho de 1850. Datam deste ano as primeiras análise da água do Luso, realizadas por Costa Simões (Sarzedas, 1903:43), que foi um dos impulsionadores da sociedade.
Dois anos depois (1852) foi formada a Sociedade para Melhoramentos dos Banhos do Luso, à qual se deve o projecto de um novo balneário, que seria realizado já sobre a exploração da Sociedade de Água do Luso, empresa esta reconhecida pela portaria de 25 de Janeiro de 1854, resultado de um contrato entre a Câmara Municipal da Mealhada com esta sociedade, onde o município detinha parte do capital.
Desse segundo balneário chegaram até nós a planta e os alçados, reproduzidos por Acciaiuoli (1994/IV:200). De planta quadrada, contava com 9 quartos banhos construídos em volta do reservatório de água, com um total de 18 banheiras; sala das máquinas (aquecimento da água); sala de descanso; sala de entrada ligada a uma outra que servia de escritório.
Este estabelecimento foi inaugurado a 24 de Julho de 1855, só com duas banheiras a funcionar, no ano seguinte para abertura da época balnear já estavam a funcionar todas as banheiras, e seis delas já recebiam a água aquecida da caldeira a vapor, em 1857 todas as banheiras estavam ligadas à caldeira (cit. Acciaiuoli 44/IV,203).
No entanto, sabemos pelo “Relatório da Direcção da Sociedade de Banhos de Luso sobre a Gerência do ano 1859” (Neto, 1860), que nesse ano as obras ainda não estavam totalmente terminadas. “É necessário reformar radicalmente a canalização do vapor, e prover à melhor vedação da banheiras. Estão por concluir os estuques dos tectos e paredes na maior parte do edifício, e por pintar portas e janelas. Falta a guarnição exterior das paredes e a conclusão dos telhados, além de outras obras de menos vulto”., As de “menor vulto”eram o “mobiliário apropriado”, a “colocação de um relógio”, nivelar o terreno adjacente e a construção de um depósito para o combustível da caldeira. Para este depósito a sociedade já tinha adquirido um terreno de 100 m2, onde pretendia, além de instalar o depósito da lenha, que servisse para “outras acomodações indispensáveis”.
Apesar do estado do balneário onde trabalhavam: “um médico director, um banheiro, e um fogueiro, durante cinco meses empregou-se além disso uma servente e uma recoveira para o correio; e, nos dois meses de maior afluência, houve ainda um outro servente”. O número total de aquistas, desse ano de 1859, tinha sido de 1295, sendo 132 pobres “ que se apresentaram munidos dos competentes atestados”, o que lhes dava direito a banhos gratuitos. A sua divisão por sexo era a seguinte: 545 homens e 750 mulheres. “ O número de banhos tomados foi 20483; estando assim em proporção de 16 banhos aproximadamente para cada banhista”, o precário dos banhos dividia-se pela temperatura da água, “de temperatura natural” e “temperatura artificial”, havendo dentro de cada uma destas classificações dois preços (20 e 40 réis no primeiro caso e 40 e 60 réis no segundo) e ainda “uma sala particular” onde se cobrava a taxa de 1$000 réis por banho. Dos 2468 banhos gratuitos, 304 foram de água quente.
No quadro das moléstias tratadas, apresentado no Relatório, mostra-se uma valência maior das doenças de pele, assim temos: Impigens – 179; Herpes -132; Fogagem – 89, Psoríase - 46, Maculas – 24, Efelides - 23, Sarna - 16. Das doenças lazarentas tinha tido a seguinte frequência: Elefantíase dos gregos – 40; Morfeas - 8, Lepra - 2. As diversas doenças do foro gastrointestinal atingiam um total de 29 aquistas. De doenças músculo-esqueléticas foram tratados 69 enfermos, e de “oftalmia crónica” 42 banhistas, entre outras moléstias de menor importância como cieiro, caspa, sardas e ozagre, entre outras.
Da parte contabilística do Relatório, ficamos a saber que para o ano de 1859 a sociedade teve um saldo 167$170 réis. Entre os vários serviços e vendas prestados que concorreram para este saldo, de remarcar um, não pelo seu valor - 4$620 réis - mas pelo que representa numa alínea não mencionada, o Lazer, pois corresponde a “baralhos de cartas vendidos”.
Em 1860 as águas foram analisadas num laboratório Parisiense por Matias em Carvalho (1861) (cit. Acciaiuoli 44/IV:203).
Agostinho Lourenço (1867) inclui esta água no seu Catálogo para a Exposition Universelle de Paris – 1867, e sobre elas escreveu: "Il existe, dans l’endroit même où les eaux sourdent, un établissement de bains assez fréquenté. Les eaux de Luso sont cristallines, sans goût, ni odeur dignes de remarque, agréables à boire, abondantes, mais très peau minéralisées.
Em 1872 Alves fez um estudo analítico destas águas (cit. Acciaiuoli 44/IV,204).
Ramalho Ortigão (1875, 81 a 88) inicia a sua descrição pelos acessos de “ extrema comodidade da comunicação com este sítio a pequena distância da estação de caminho de ferro (Mealhada), com uma bela estrada percorrida por diligências e char-à-bancs, tornaram o luso uma das terras de águas mais concorridas. Tem dois hotéis regularmente montados, e magníficos passeios , entre os quais o da Serra do Buçaco.”
Depois de descrever o balneário, dá-nos alguns dados sobre o lazer dos aquistas: “Há um gabinete de leitura, e na sala do estabelecimento reúnem-se à noite os banhistas, que têm para esse fim uma assinatura especial”. Mas o Buçaco é vizinho do Luso, “ a mais nutrida floresta de Portugal”, que o autor recomenda como passeio, não só pelas suas belezas naturais, mas também, pelo convento fundado em 1623, incorporados nos bens nacionais com a secularização dos bens da igreja, as suas instalações serviam então: “As celas dos antigos solitários são hoje habitadas durante a estação calmosa por alegres viajantes que vão aí fazer a sua convalescença ou a sua vilegiatura. À noite chegam banhistas do luso, organizam-se soirées, e na casa do Senhor – Domus meã domus orationis – gira a valsa e dança-se o cotillon, que muitas vezes termina de madrugada
Lopes (1892) classifica-o de “excelente estabelecimento hidroterápico” referindo como seus atributos terapêuticos preferencialmente as doenças de pele: “São com proveito muito usadas em poção, e mais geralmente em banhos no tratamento das doenças da pele, e com menores resultados no artritismo, reumatismo e n’algumas nevralgias.”
A Lei de 1892 obrigava a um pedido de “concessão de exploração” e o alvará dado à sociedade da Água do Luso tem a data de 17 de Maio de 1894. No relatório da visita de reconhecimento que precedeu este alvará, Pacheco (1894) descreve a emergência de água e o balneário, que contava então com 24 tinas, “catorze em mármore, das quais três se alugavam a 200 réis, oito a 100 réis e três a 60 réis; seis de azulejo, também a 60 réis, e quatro de cimento, a 40 réis” (cit. Acciaiuoli 44/IV,204).
Em 1901 foi inaugurada a primeira oficina de engarrafamento de água do Luso, que se vendia em garrafões de 5,10,15 e 20 litros.
Foram vários os melhoramentos introduzidos depois do Alvará de Concessão. No Relatório de Sarzedas de 1902 (1903,45), são mencionados dois edifícios, o antigo e um novo, aí se forneciam os seguintes tratamentos: duches, pulverizações; irrigações; lavagens ao estômago e bexiga. Contava com 13 quartos de banho com banheiras de mármore. Mas o que realmente fascinou o médico inspector foi a sua piscina (ainda existente): “Possui a mais bela piscina que figura nas estâncias do país. Pelo tamanho, que é enorme, e pela revestidura, que é de finíssimos azulejos, procedentes da Alemanha, ao que me disseram, mas de relevos tão artisticamente caprichosos e de cores tão bem combinadas e matizadas, que estou certo de que o país, que forneceu aqueles riquíssimos produtos da sua cerâmica, ficou para logo o reclame industrial.
Nos relatórios de 1903 e o 1907, este último referente ao ano 1906, Sarzedas dá-nos ainda diversos dados, onde se destacam um sobre os frequentadores do Luso e outro sobre a salubridade do local. No primeiro relatório estima a frequência como sendo “superior a 400 doentes” e no segundo relatório esse valor sobe para “superior a 1000 doentes”. Quanto a esses frequentadores, temos um curto parágrafo, onde se denuncia a sua origem social: “É geralmente conhecido o apreço que muitas famílias da nossa primeira sociedade tão justificadamente fazem do Luso e do Buçaco, para ali residirem nos meses de estação calmosa, atraídos pela doçura do clima, pela frescura e pureza dos ares e das águas potáveis do Buçaco e pelas belezas naturais daquele precioso local.”
Esta procura tinha contribuído para um aumento dos edifícios construídos, na sua maior parte “confortáveis, imponentes e luxuosas”, onde não havia reparos a fazer quanto à salubridade, assim como nos hotéis e casas de hóspedes, “ao abrigo da mais leve censura”. As suas críticas iam para a parte antiga do Luso, junto das termas onde havia: “cortelhos, quintais com cabras e ovelhas, coelhos e galinhas. O que dali se escoa, além do se infiltra, por certo pode prejudicar os frequentadores diários da estância termal, e inquinar as próprias águas
Em finais do século XIX temos uma primeira análise de Lepierre (1896), denunciando mais uma vez a sua fraca mineralização. Em 1903 este químico fez análises bacteriológicas, repetidas em 1913 e completadas com estudo das suas constantes físicas. Em 1932 é a vez de Herculano de Carvalho se interessar pelo estudo da sua radioactividade, com o valor de 4,49 miligramas/minuto de emanação de rádio, uma das mais altas das águas portuguesas.
Em 1922 é aprovado o projecto da oficina de engarrafamento de água e de instalações dos serviços administrativos.
A década de 20-30 representa para o Luso uma certa decadência do número e tipo de frequentadores das suas termas, e boa parte da “primeira sociedade” começa a preferir a vizinha estância da Curia, com o seu parque termal, excelentes hotéis, ainda uma série de inovadores divertimentos: casino com animatógrafo, campos de jogos e ténis, hipódromo e corridas de touros, além dos bailes, dos chás nos passeios em barcos no lago do parque. Estas inovações deviam-se em grande parte ao empresário hoteleiro Alexandre de Almeida, já proprietário do Hotel do Buçaco, que vira recusado o seu projecto de renovação do Luso e o veio a aplicar na Curia.
Em 1932 foram projectadas e construídos o emanatório sobre a nascente, nova buvete,  sala de repouso e novos quartos de banho. Quatro anos depois foi aprovado o projecto do arquitecto Cassiano Branco para o Grande Hotel e piscina. Em 1940 foi aprovado a ampliação estabelecimento termal, segundo um projecto do arquitecto Pardal Monteiro. Nessa década inicia-se também o plano de melhoramento urbano, com jardins e o lago, e a pequena aldeia do século XIX transformava-se numa vila de águas.
Nos anos 50 a Sociedade entra na posse da Quinta do Cruzeiro, “aumentando o seu potencial de recurso aquífero e garantindo e garantindo a sua protecção mais alargada” (Mangorrinha, 2002).
Na década de 60 foi a vez da reforma da oficina de engarrafamento.
Em 1997 a Centralcer ( Central de Cervejas) detinha 52,3% do capital da Sociedade das Águas do Luso, estando o resto distribuído por pequenos accionistas, entre eles a Câmara Municipal da Mealhada. Em 2003 o grupo financeiro britânico Scottish & Newcastle adquiriu a Centralcer.

A politica empresarial seguida nos últimos anos pela Sociedade Águas do Luso tem privilegiado o sector de engarrafamento e comercialização de águas, ocupando o Luso um lugar cimeiro no mercado interno. Pelo volume de negócio que representa as águas engarrafadas, não tem sido prioridade da sociedade o sector de Termalismo, estando as termas do Luso em 16º ou 17º lugar na classificação por número de frequentadores, num valor inferior aos 2000 aquistas/ano.

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Alojamentos

Grande Hotel do Buçaco (luxo), de estilo neomanuelino, foi construído para residência de veraneio de D. Carlos I , em 1907, sobre o velho convento carmelita do Buçaco. Nunca chegou a receber a visita real e seria transformado em hotel. A sua história hoteleira está ligada ao nome do empresário Alexandre de Almeida, que fundou também outro hotel termak, ol Palace nas vizinhas termas da Curia.
Grande Hotel do Luso (***), aberto em 1940, segundo projecto do arquitecto Cassiano Branco.

Hotel Éden (***); Pensão Alegre (***); Vila Aurora, Vila Duparchy; Pensão Regional; Pensão Astória; Pensão Central; Pensão Choupal; Pensão Lusa; Pensão Portugal; conta ainda com um Centro de Férias do INATEL e um Parque de Campismo da Orbitur.

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Recortes

Público – 18/08/04 (Álvaro Vieira) – Mealhada promete retaliar se a sede da água do Luso sair do concelho – Empresa admite fusão da sociedade que explora a fonte com a Central de Cervejas. 
JN- 3/12/03 (Gilberto Ferraz) – Scottish & Newcastle – Britânicos elogiam gestão portuguesa.
JN- 17/9/00 (Fernando Seixas) Termas de Portugal – Ao Luso chegam águas “milagrosas” do Buçaco – No município da Mealhada, a estância, localizada junto do sopé da serra, é um chamariz para doentes de diversos males. (Destaque: alguns preços de tratamento)  
JN- 8/1/00  (Miguel Gonçalves) - Câmara faz acordo com “Águas do Luso” – Diferendo de anos chega ao fim com o pagamento de uma indemnização de quase 300 mil contos.  

JN- 2/4/97 (Miguel Gonçalves) - Câmara vai processar as Águas do Luso – a autarquia, que é sócia minoritária, acusa Administração da empresa de sonegar informações.

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Bibliografia

Abranches1902-18, Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942; 1944; 1947;1948a;  1948b; 1949-50; 1953. Almeida 1948, Alves1862, Alves1872 -74, Ayuso1946 e 1946b. Azevedo 1867, Bastos 1936/7, Brandt 1881,Carvalho1932, Carvalho 1932b, Carvalho1862, Chernovitz 1878, Contreiras 1937, Contreiras 1941, Contreiras 1948, Contreiras1951, Correia 1922, Félix 1877, Ferrão 1903, Forjaz 1948, Gusmão 1860, Gusmão1865, Gusmão 1860 , Henriques 1725, Leal 1875-80, Lemos 1938, Lemos1948, Lepierre: 1897; 1914;1921;1925;1933. Lopes 1892, Lourenço 1867, Lourenço1867, Luzes 1916, Mangorrinha 2002, Melo 1923, Melo 1921, Mira 1948, Morais 1943, Morais 1948, Narciso: 1920;1920b; 1933;1948. Nazareth 1918, Neto 1860, Oliveira: 1933; 1933b;1947;1948. Ortigão 2000, Ortigósa 1947, Osório1860, Pacheco 1894, Pamplona 1935, Reis 1779, Ribeiro 1933, Sarzedas 1907, Silva 1908, Simões 1853, Simões 1858, Simões 1859, Simões 1860, Tavares 1810, Vale 1868, Wasick 1941, Águas minerais do continente e Ilha de S.Miguel 1940, Águas e Termas Portuguesas 1918, Anuário Médico-hidrológico de Portugal 1963, Banhos do Luso – Regulamento do seu Estabelecimento 1855, Excursão dos alunos do Instituto de Hidrologia de Lisboa às termas dos Cucos, Caldas da Rainha, Curia, Luso, Monte Real e Estoril 1943, Le Portugal Hydrologique e climatique,1930-42, Termas de Portugal 1947.

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Dados gerais

Distrito
Aveiro

Concelho
Mealhada

Freguesia
Luso       

Povoação/Lugar
Termas do Luso 

Localização
Na encosta poente da Serra do Buçaco  

Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Vouga      

Zona geológica
No limite do Maciço Hespérico (Zona Centro-Ibérica) com as Orlas Mezo-Cenozóicas.

Fundo geológico (factor geo.)
Rochas metamórficas (xistos)   

Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l de CaCO3

Concessionária

Sociedade Águas do Luso SA
Director clínico: Dr.ª Helena Abrantes / Adjunta: Dr.ª Clara Madeira. Outro pessoal técnico: 14 técnicos de balneoterapia e dois fisioterapeutas (JN-17/12/00).

Telefone
231937444

Fax
231937404

Morada
Rua Álvaro Castelões / Ap.1 3050-902 Luso

E-mail / site

termas@agualuso.pt

 




Recolha de água na fonte de S.João



A buvete (foto LeonorAreal)



O Emanatório(foto LeonorAreal) 



O Grande Hotel do Luso visto do lago



Vista geral do Luso
(foto LeonorAreal) 



O antigo Casino