
Tipo de exploração:
Água para ingestão (sem uso)
Natureza da água:
Bicarbonatada cálcica
Indicações (pop.):
Rins e doenças digestivas

[Fonte de Santo António]
Época termal
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Doenças de nutrição e rins (Contreiras, 1951)
Tratamentos/ caracterização de utentes
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Instalações/ património construído e ambiental
Trata-se de uma captagem por mina com 29,5 m de comprido por 0,60 m de largura, ao fundo do qual uma perfuração de 3 m na rocha capta a água mineral. O débito é de 6.400 litros/ dia, com uma temperatura de 15,2º (Acciaiuoli, 1953). Termina numa gruta artificial, onde se encontra (ou encontrava) uma placa com a descrição das análises feitas por Charles Lepierre em 1916 (informação do proprietário do restaurante vizinho).
Natureza
Fracamente mineralizada (Contreiras, 1951)
Cloro bicarbonatada (Acciaiuoli, 1953)
2/4/1917 - Concessão da exploração, Diário do Governo nº 77, II série
12/11/1936 - Despacho ministerial considerando abandonada a nascente de Serém (publicado no DG nº 300 II série, 5/12/1936)
17/7/1947 – Alvará de transmissão, DG nº164, III série
As águas foram analisadas em 1916 por Charles Lepierre, que as classificou como cloretadas sódicas e bicarbonatadas. Nesse mesmo ano iniciaram-se os estudos geo-hidrológicos. Teve alvará em 24/3/1917 e dada como abandonada em 12/11/1936. Alvará de Transmissão a 17/7/1947. (Acciaiuoli, 1944-V)
A quinta de Santo António foi propriedade monástica, fundada em 1635 pela ordem de S. Francisco. Muito provavelmente foram os frades os iniciadores do processo de captação das águas. Após a secularização dos bens da Igreja, passou para as mãos de José Henriques Ferreira e mais tarde para Augusto Gomes, que adaptou a propriedade a quinta de recreio, construído a sua residência ao estilo neomanuelino ou neogótico de um romantismo tardio, aproveitando para isso a cantaria do claustro. Nessa ocasião as velhas construções fradescas foram adaptadas a residência de caseiros e arrumos agrícolas.
Os proprietários franqueavam a entrada na quinta aos moradores da região para a recolha de água, e eram usuais as reuniões espontâneas em volta da fonte nos domingos de Verão.
No final da década de 90 a quinta foi vendida. O actual proprietário tem um vago projecto de turismo de habitação para esta quinta com cerca de 15 hectares, densamente florestada, num suave declive sobre o Rio Vouga. Encontrava-se, quando da visita, completamente murada e sem moradores.
No final da propriedade, num terreiro do lado norte, encontra-se a igreja do antigo convento, em péssimo estado de conservação. Neste terreiro há um chafariz dos anos 1950 coberto de azulejos historiados que representam Santo António a pregar aos peixes. Segundo o informante, esta água provém duma derivação da nascente da quinta.
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Acciaiuoli, 1944; Lepierre, 1916.
Freguesia
Macinhata do Vouga
Povoação/Lugar
Serém de Cima
Localização
Numa quinta que foi convento franciscano, sobre o vale do Vouga. A entrada localiza-se num terreiro junto do IC2.
Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Vouga
Zona geológica
Orlas Mezo-Cenozóicas
Fundo geológico (factor geo.)
Rochas sedimentares (arenitos, areias)
Dureza águas subterrâneas
0 e 50 mg/l de Ca CO3
Concessionária
Sem uso. O actual proprietário da Quinta é o Sr. Coutinho, residente na vizinha aldeia de Pedações.
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.

“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais