
Tipo de exploração:
(sem uso, desactivada)
Natureza da água:
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Indicações:
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[A Fonte no novo arranjo do jardim]
Época termal
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Tratamentos/ caracterização de utentes
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Instalações/ património construído e ambiental
“O convento tinha também azulejos fantásticos, mas deram cabo daquilo tudo. Enquanto era dos Gamas, eles não queriam saber daquilo. Depois venderam à Câmara, depois passou para as Águas do Oeste, foi então que arranjaram tudo, mas arranjado à moderna, pintaram aquilo de um amarelo a imitar ocre.” (Pinto Bastos Lupi – Quinta das Gaeiras).
A intervenção feita no conjunto arquitectónico do convento não é realmente das mais felizes. Não só a paredes acimentadas e pintadas a cores industriais desfiguram o conjunto, como a janelas rasgadas em paredes cegas, as madeiras e materiais usados são pobres para um conjunto que merecia melhor sorte. Também a intervenção nos jardins foi infeliz. A monumentalidade que se pretendeu dar à nascente e ao chafariz falha completamente, num ajardinamento de gosto suburbano. Quanto à nascente, encontrava-se completa seca quando da visita. Interessante será a mina de água que se encontra do lado esquerdo do nicho da bica, mas infelizmente atulhada a pouca distância do início.
Natureza
Seca quando da visita
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Tavares (1810: 143) no final da descrição da Quinta das Janelas / Gaeiras descreve uma outra nascente: “Dentro da cerca do Convento dos Religiosos Arrábidos das Gaeiras, em distância das mencionadas águas para Leste um tiro de bala ou pouco mais, nasce uma pequena fonte, talvez dum anel de água, da mesma natureza da das Caldas da Rainha, porém menos graduada em calor. Serve para regar a terra, que lhe fica imediata.”
Ortigão (1875) descreveu duas nascentes sobre o título “Águas salino-sulfúreas de Óbidos”. Informa-nos que estas nascentes não têm denominação especial e que foi Agostinho Lourenço que quando as analisou as denominou de Fonte dos Arrábidos e Fonte de Óbidos. Quanto à primeira, informa que está “mais próxima do convento que de Óbidos, distando do convento cerca de um quilometro”. A segunda “Fonte de Óbidos” “brota em grande abundância na margem do rio [e] dista pouco mais ou menos dois quilómetros da igreja de Óbidos, e outro tanto da Quinta das Janelas, e 200 metros da fonte precedente” [Arrábidos].
Lopes (1892: 322) reuniu duas nascentes no parágrafo “Óbidos”, dizendo que são várias as nascentes “provavelmente de origem comum às águas das Caldas da Rainha […] águas sulfúreas quentes, que em consequência da grande frequência daquelas termas são pouco concorridas. As principais fontes são as dos Arrábidos e de Óbidos, que brotam entre o antigo convento dos Arrábidos das Gaeiras e a igreja da vila de Óbidos, formando a pequena distância uma espécie de lago. A dos Arrábidos fica a 1 km do convento, e a de Óbidos a 200 m da 1ª e junto à margem norte do pequeno rio Real, dista 2 km da igreja de Óbidos. São ambas abundantes e em grande parte correm subterrâneas para o próximo ribeiro.
As águas destas nascentes são límpidas, transparentes, levemente salobras, com gosto e cheiro sulfídrico, deixando no seu trajecto um depósito alvacento e amarelado de enxofre precipitado."
Cita depois uma análise de Agostinho Lourenço, onde além do ácido sulfídrico foi encontrado cloreto de sódio, concluindo: “São pouco usadas, mas parece terem benéfica acção sobre o reumatismo.”
A confusão entre as nascentes de Óbidos é comum aos vários autores do século XIX. Ortigão e Lopes, pela descrição, falam da Quinta das Janelas e da Quinta das Flores, embora tenham dedicado parágrafos a estas nascentes.
O Convento das Gaeiras é actualmente propriedade das Águas do Oeste, empresa intermunicipal. No convento aloja-se um pequeno museu, os serviços desta empresa e ainda furos de captação de água. A antiga quinta do convento foi transformada em jardim público é ai que se encontra a Fonte das Gaeiras, sem outra utilização que a decorativa.
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Brandt 1881, Henriques 1726, Lopes 1892, Leal 1875-1880, Ortigão 1875, Tavares 1810
Freguesia
Gaeiras
Povoação/Lugar
Convento das Gaeiras
Localização
No alto das Gaeiras, numa zona de recente urbanização, encontra-se o antigo Convento dos Arrábidos das Gaeiras; a nascente encontra-se no parque (antiga cerca do convento).
Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica: Ribeiras de costa
Zona geológica
Orlas Meso-Cenozóicas
Fundo geológico (factor geo.)
Vale tifónico – Diapiro
Dureza águas subterrâneas
100 a 300
Concessionária
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Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.

“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais