AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[O campo das salinas foi transformado em campo de festas]

 

Época termal
---

Indicações

Reumatismo e pele (Contreiras 1951)

Tratamentos/ caracterização de utentes

A sua utilização terapêutica não foi referenciada, nem existe já na memória dos que se lembram da exploração para extracção de sal

 

Instalações/ património construído e ambiental

O monte de Covêlos e a pequena planície que se estende da base do monte até à EN 1, foram cobertos por saibro para servirem como local de festas de uma marca de cerveja.

Do poço de 4 metros de profundidade e das salinas não são visíveis quaisquer testemunhos. Aliás o terreno é atravessado por tubagem subterrânea de gás natural, encontrando-se num dos cantos do terreno uma pequena central que redistribui o gás por várias tubagens.

 

Natureza

Cloretada Mista (Contreiras 1951)    

 

Alvará de concessão

1921 - Alvará de concessão de Porto Moniz, de 5 de Fevereiro
1937 – Alvará de Transmissão , de 5 de Fevereiro, a favor de Luís da Silva Ataíde, com área reservada de 54 hectares

1943 - Portaria autorizando o arrendamento a Armindo Ribeiro Claro, a 6 de Julho, para o fabrico de sal

regressar ao topo da página

 

Historial

Tavares (1810) descreve esta nascente: “Na Quinta de Porto Moniz, pertencente a Miguel Luís da Silva e Ataíde, que fica a Norte da cidade, pouco mais de um tiro de bala; dentro da mesma quinta e na falda do monte chamado Covêlos, nasce um olho de água de mais de uma telha de água salgada pelo muriato de soda. Há certeza de que neste mesmo sítio, poucos anos há, se fabricava sal comum em tal abundância, que ainda proximamente houve quem quisesse aforar, ou arrendar ao Senhorio aquele terreno para emprega-lo na mesma antiga manufactura.” O autor enganou-se nos pontos cardeais, dado que a nascente se localiza-se a sul da cidade e não a norte.
Lopes (1892) escreveu: “É também reconhecida pelo nome de Salgadas. É fria, tem cloretado de sódio, e por isso foi antigamente utilizada para a fabricação de sal marinho. Hoje está completamente desaproveitada.
Em 1918 foi analisada na Universidade de Coimbra pelo químico Santos (1918) que determinou uma hipermineralização de 94,424 gramas de cloreto de sódio e 1,638 gramas de cloreto de cálcio.
Acciaiuoli (1944), depois de mencionar vários textos em que foi referida a nascente, descreve a emergência: “A nascente não está visível; encontra-se num poço de 4 m de profundidade, aberto no meio de um tanque com 17 m de comprimento por 12 de largura e 1,5 m de fundo, este tanque é cavado no terreno e, quando se procedeu à sua escavação, encontram-se sinais de ter ali trabalhado, vendo-se grossos madeiros de sobro cobertos com uma camada de calhaus rolados.” O autor informa-nos ainda que desde que foi dado o alvará de concessão nunca se efectivou a sua exploração.
A situação parece ter mudado na década de 1960, pois, segundo o pouco fiável Anuário (1963), esta água era “explorada em tanques para aproveitamento de sal” .

Esta exploração pouco mais anos deve ter durado. Segundo um morador no local, terá sido por meados da década de 1960 que terminou a exploração: “Ainda me lembro das salinas, a água era tirada de um poço para as salinas. Eu tenho 58 anos, aquilo deve ter acabado nos anos 60, eu era rapazote. Quando foi do 25 de Abril já não havia nada.

regressar ao topo da página

 

Alojamentos

Vários e de todos os tipos em Leiria

 

regressar ao topo da página

 


Recortes

---

regressar ao topo da página

 

Bibliografia

Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942; 1944; 1947;1948a;  1948b; 1949-50; 1953.  Calado 1995, Contreiras 1937, Contreiras 1951, Lopes 1892, Mendonça 1920, Santos 1918, Tavares 1810, Zuquete 1944, Águas minerais do continente e ilha de S. Miguel 1940, Anuário Médico-hidrológico de Portugal 1963, Le Portugal hidrologique e climatique 1930-42, Livro do 1º congresso de Actividades do Distrito de Leiria 1944

regressar ao topo da página

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Dados gerais

Distrito
Leiria

Concelho
Leiria

Freguesia
Leiria       

Povoação/Lugar
Porto Moniz  

Localização
A sul da cidade, em zona recentemente urbanizada (zona do Politécnico), entre a Rua Dr. João e a EN 1, num terreno vago ao da Rua Dr. A. Vieira.  

Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica do Rio Lis       

Zona geológica
Orlas Meso-Cenozóicas

Fundo geológico (factor geo.)
Rochas sedimentares (arenitos). Toda a região se encontra sobre o Diapiro da Beira litoral, que se estende do concelho de Peniche até ao sul do concelho de Soure.    

Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l CaCO3

Concessionária

sem uso

Telefone
n.d.

Fax
n.d.

Morada
n.d.

E-mail / site

n.d.

 

 


Outra perspectiva do mesmo campo