
Tipo de exploração:
água para ingestão (sem uso)
Natureza da água:
Bicarbonatada
Indicações:
Aparelho digestivo

[As ruínas da oficina de engarrafamento]
Época termal
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Obstipações intestinais, litíase renal, dermatoses (Contreiras 1951)
“Esta água não sei se tinha algumas propriedades especiais, mas diziam que era para a digestão.” (informante Martins)
“Eu era garoto e tinha uma tia em Lisboa que bebia dessa água, vinha cá passar férias e depois eu ia buscar água para ela beber, era para o estômago.” (avô de Martins)
Tratamentos/ caracterização de utentes
Ingestão – Esta água foi comercializada nas Caldas da Rainha, pela Farmácia Maldonado Freitas.
Instalações/ património construído e ambiental
A oficina de engarrafamento é hoje uma ruína de cerca de 4x8 m. O espaço interior divide-se em três planos Na parte mais alta encontra-se o “poço” – um grande depósito de água onde deveriam convergir as três nascentes; uma escada conduz a um plano intermédio onde, a ladear todo o espaço, existe uma bancada em pedra; daqui desce-se por uma escada de três degraus às bicas de engarrafamento. Mas tudo se encontra repleto de entulho do telhado
Natureza
Bicarbonatada mista, radioactiva (Lepierre 1922)
Bicarbonatada, cloretada cálcica e magnésica (Contreiras 1951)
1916 – Alvará de concessão, publicado no DG, nº 143, 2ª série, de 20/6/1916
1920 – Decreto anulando o alvará de exploração, publicado no DG, n.º 224, 2ª série, de 11/10
1923 – Declaração de abandono, publicado no DG, nº 53, 2ª série, de 6/3
1923 – Alvará De concessão, publicado no DG, nº 135, 2ª série, de 13/6
1924 – Alvará de Transmissão, publicado no DG, nº 10, 2ª série, de 18/1
1937 – Declaração de abandono, publicada no DG, nº 89, 2ª série, de 17/4
Depois da análise de Bonhorst em 1914, três proprietários dos terrenos confins às nascentes pediram o alvará de exploração. O primeiro foi passado, em 1916, a José da Costa que apresentou junto ao seu requerimento um projecto de buvete ou de construção circular de protecção da nascente. Mas os outros dois proprietários apresentaram recurso a esse alvará, sendo então retirada a concessão, mas sem que os outros interessados conseguissem a exploração. Em 1924, depois de nova análise de Lepierre, a concessão é dada novamente a José da Costa, que, além da venda em garrafões desta água nas Caldas da Rainha, não conseguiu concretizar a exploração (Mangorrinha 2002).
No entanto, segundo os informantes contactados, a exploração terá durado até ao final do decénio de 1950, vendendo-se na Caldas da Rainha na Farmácia Maldonado Freitas: “Pelo menos há 40 anos seguros que deixaram de vender água, eu tenho 57, era rapaz quando aquilo acabou.”
Em Caldas da Rainha
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Acciaiuoli 1944, Bonhorst 1914, Contreiras 1951, Lepierre 1916, Lepierre 1919, Lepierre 1924, Mangorrinha 2002, Morais 1947, Morão 1915, Livro do 1º Congresso das Actividades do distrito de Leiria 1944, Le Portugal hidrologique e climatique 1930-42
Freguesia
Serra do Bouro
Povoação/Lugar
Zambujeiro – Bacalhau
Localização
Na sopé da Serra do Bouro, na planície voltada para este. Na EN entre Lagoa de Albufeira e Salir do Porto, toma-se à direita a estrada para o Espinheira; no cruzamento principal deste lugar volta-se à direita, para Zambujeiro, depois à esquerda para Casal do Zambujeiro; aqui toma-se a Rua da Arroteia, virando num caminho em terra à direita. A nascente encontra-se a 800 m, no meio de um pinhal/eucaliptal.
Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica: Ribeiras de costa
Zona geológica
Orlas Meso-Cenozóicas
Fundo geológico (factor geo.)
Vale tifónico – Diapiro
Dureza águas subterrâneas
100 a 300 mg/l de CaCO3
Concessionária
sem uso
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.

“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais