AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[A fonte da Sabuga após as obras de intervenção de 2004/5]

 

Época termal
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Indicações

Osberno (cruzado do séc. XII) dizia que as suas águas abrandavam a tosse
No Aquilégio (1726) atribui-a qualidades na cura de “diarreias biliosas”.

Actualmente os utentes atribuem-lhe qualidades digestivas

 

Tratamentos/ caracterização de utentes

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Instalações/ património construído e ambiental

Trata-se de um Fontanário, urbanizado em finais do séc. XVIII, entre muros da Quinta do Saldanha. De planta quadrada aberta para o lado da estrada, com o frontão das bicas coroado pelas armas de Sintra com a data de 1757. No recanto esquerdo do frontão uma porta, de provável acesso à arca de água, no recanto direito uma portinhola quadrada. Ao longo das duas paredes laterais, bancos em pedra corridos. As três paredes foram cobertas a meia altura por painéis de azulejos, de fabricação industrial de meados do séc. XX, retirados numa recente intervenção (2005) que pretendeu repor a traça “romântica” do Fontanário.

 

Natureza

Bicarbonatada cálcica?, hipossalina – Água de mesa     

 

Alvará de concessão

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Historial

Mencionada no Aquilégio (1726): “ Na vila de Sintra, comarca de Alenquer, há uma fonte a que chamam da Sabuga, cuja água, bebida em jejum, cura as diarreias biliosas, e precedidas de intemperanças quentes, no que há muitas experiências
Acciaiuoli (1944) repete a referência do Aquilégio. O mesmo autor no Relatório de Actividade da Inspecção de Águas referentes ao anos de 1943-46, dá-nos uma curiosa informação, fora dado alvará de exploração a 13 de Agosto de 1942 à empresa “Águas de Sintra, limitada” que comercializava estas águas em garrafões e garrafas, tendo vendido em 1946 de 111.177 litros.    
Segundo o Arqueólogo Cardim Ribeiro, responsável pelo Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, há referências à Fonte da Sabuga do séc. XII nas crónicas do cruzado Osberno. No séc. XIX destaque-se a referência feita numa carta de D.Fernando II (rei consorte), a agradecer a oferta de uma “carantonha” que fora bica da fonte da Sabuga, possivelmente da construção do séc. XVI, actualmente não localizada nem na Vila nem no Parque da Pena.
A 19 de Maio de 2004, teve lugar uma sessão Municipal de Esclarecimento sobre as obras então em curso na fonte da Sabuga. Esta reunião reivindicada pela Associação de Defesa do Património de Sintra, pretendia esclarecer dúvidas quanto ás obras, sobretudo sobre a retirada dos painéis de azulejos que cobrem meia altura, das três paredes que define o espaço do átrio da fonte.
O projecto de que é responsável o arqueólogo Cardim Ribeiro, pretende restituir ao fontanário o seu aspecto novecentista, o seja o “romântico” sintrense. Contemplando um levantamento arqueológico a nível de solo e da parte construída, sobretudo para a descoberta de estruturas anteriores existentes, possivelmente desde épocas medievais ao século XX, já que existem documentos que atestam a existência da fonte desde essa época. Para já sobre a estrutura do tanque novencentista, da reforma de 1850, foi descoberta uma outra do séc. XVI, a nível inferior, assim como dois períodos de calçadas, respectivamente do séc. XVI e XVIII.
O projecto será definido pelas estruturas que o trabalho arqueológico mostrar, respeitando sempre a parte monumental de construção pós terramoto, sobre uma outra reforma barroca. Em 1956 a fonte foi objecto de obras, nova calçada, nivelou o rego que ladeava o tanque, e as três paredes dos frontões foram cobertas por painéis de azulejos da Fábrica Santana em Lisboa, até pouco menos de metade da sua altura actualmente disponível.
Cardim Ribeiro defende que a monumentalidade do fontanário é pensada na perpendicularidade: “ é feita para se olhar debaixo”, o que a subida do nível do solo veio destruir, piorado com cobertura das paredes com azulejos industriais reforça essa leitura horizonte, destacada pelo exagero da sua decoração, retirando o sentido decorativo do coroamento dos frontões.  

Apesar das dúvidas as obras avançaram, cerca de um ano depois, os sintrenses concordaram que a sua Fonte da Sabuga estava valorizada com as obras de intervenção. “Só é pena que não tenham também arranjado ali aqueles muros e bancos”, dizia um espectador atento, nas cerimónias de reabertura da nova Fonte da Sabuga, referindo-se aos bancos do outro lado da rua.

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Alojamentos

Hotel Tivoli e Hotel Central (temporariamente encerrado) na Vila. Na Estefânia várias pensões e residenciais

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Recortes

17/5/04 – Público – Luís Filipe Sebastião – Câmara de Sintra convida População sobre restauro da fonte da Sabuga – Remoção de azulejos sem valor histórico, para restituir imagem barroca do fontanário divide opiniões – Caixa: A bica de pedra com armas do concelho

20 / 5/04 – JN- Pedro Cerejo – Azulejos retirados da Fonte da Sabuga  - Esclarecimento: Director do museu Arqueológico explicou que painel não tem valor histórico, intervenção vai repor calçada de seixos original

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Bibliografia

Acciaiuoli 1944, Acciaiuoli 1947, Henriques 1726.

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Dados gerais

Distrito
Lisboa

Concelho
Sintra

Freguesia
São Martinho        

Povoação/Lugar
Rua Marechal Saldanha 

Localização
A rua Marechal  Saldanha liga a Vila a S.Pedro a fonte localiza-se no alto da subida, junto da bifurcação da rua de Santa Maria.  

Província hidromineral
B   / Bacia hidrográfica do Rio Ribeiras de costa      

Zona geológica
Orlas meso-cenozoicas

Fundo geológico (factor geo.)
Rochas magmáticas, básicas – granitoides (Maciço da Serra de Sintra)   

Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l de CaCO3

Concessionária

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Telefone
n.d.

Fax
n.d.

Morada
n.d.

E-mail / site

n.d.

 

 


Pormenor da fonte com as Armas de Sintra



Enchendo garrafões