AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[O final da canalização que leva a água para a Ribeira de Sor]

 

Época termal
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Indicações

Doenças de pele, mas também foi referida a sua utilização em problemas gastrointestinais.

Tratamentos/ caracterização de utentes

Os tratamentos faziam-se transportando a água para casa, pelo menos desde que o feitor proibiu os banhos de poça no areal do Sor.

Instalações/ património construído e ambiental

A nascente encontra-se numa zona de típico montado alentejano, de sobreiros e azinheiras em colinas suaves com afloramentos graníticos. A terra serve actualmente a pasto de gado bovino e ao plantio de forragem até às margens da ribeira de Sor. Foram em tempos “terras de pão”, de fartas searas semeadas nas margens periodicamente alagadas. 

O largo vale na margem direita do Sor tem cerca de um hectare, é delimitado a Este por um afloramento rochoso, que se prolonga até ao curso do Sor, deverá ser nestas rochas graníticas que se encontra a nascente. A cerca de 20m deste afloramento encontra-se um tanque (3x2m alt.1m), de boa construção com a data de 1949. As paredes não tem a inclinação para o interior, tradicional dos tanques de rega, essa inclinação encontra-se em dois "bancos" construídos na próprias paredes maiores do tanque, e colocados defronte um do outro, com cerca de 40cm de altura menor e 50cm altura maior, de forma cúbica, semelhante a duas ameias voltadas para o interior do tanque, possivelmente serviam apoio a alguma estrutura para banho. No interior existe um único orifício, no canto superior esquerdo, a 3/4 da altura do tanque, este seria a boca de água que abastecia o tanque de banhos. Não se sabe em que data esta água foi canalizada em tubo metálico até às margens do Sor.

 

Natureza

Sulfúrea quente (cerca de 30º), de caudal forte é uma água espessa e quente. “É pá!... isto parece óleo” foi o comentário do responsável pela empresa que está actualmente a montar as vedações da herdade e que nos acompanhou ao local.    

 

Alvará de concessão

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Historial

A nascente de Vale da Feteira é mencionada no Mapa de Calado (1995), desconhecemos qualquer outra referência bibliográfica
Chegamos a Vale da Feteira a meio da tarde, pedimos informações sobre a localização da nascente no café/ mercearia local, a essa hora a clientela era sobretudo feminina. Seguimos para a Herdade da Arrabaça, onde contamos com a colaboração do encarregado da empresa que estava a montar as vedações da herdade, homem dos seus 40 anos natural de Castelo Branco, onde reside. Embora desconhecendo a localização da nascente prontamente se disponibilizou para nos acompanhar, não escondendo a curiosidade de descobrir a nascente “fadagosa”. A procura não foi fácil e já caía a noite quando se descobriu a pequena poça onde de um cano metálico brota para uma água sulfúrea tépida, o comentário do nosso guia foi de espanto “É pá!... isto parece óleo”.    
Seguindo a direcção do tubo metálico chegamos a um tanque de banhos, com a inscrição da data da sua construção, 1949, o que denuncia o aproveitamento terapêutico destas águas a partir de meados do séc. XX, possivelmente pelos proprietários da Herdade de Arrabaça. A razão porque foi desactivado e a água sulfúrea conduzida por tubo metálico até às margens do Sor, desconhecemos, mas provavelmente prende-se com algum tipo de plantio feito nesta várzea a que era prejudicial uma água com esta natureza.
Voltamos ao café/ mercearia de Vale da Feteira já era noite, a clientela era então predominantemente masculina, todos sabiam a razão da nossa visita e esperavam a nossa entrada, bastou uma simples pergunta sobre a nascente para que os ânimos se exaltassem, contra dois pontos da actuação do responsável pela exploração da Herdade em relação a uma “Nascente que é do Povo” : O primeiro ponto era contra as vedações, de gado e de propriedade, que estão actualmente a ser instaladas e que dificultam o acesso da comunidade à nascente e às margens do Sor, não respeitando a distância mínima legal. O outro ponto da contenda prende-se com a construção da barragem agrícola e sobretudo com o desvio do curso da pequena ribeira que a forma e que vai inundar a várzea da Nascente.
Das conversas cruzadas no meio da vozearia, algumas informações colhemos:
- Era já hábito antigo os moradores de Vale da Feteira utilizarem a “poça” para banhos, situação que se terá mantido até inicio da década de 70, quando o feitor da herdade proibiu os banhos.        
- Após o 25 de Abril de 1974 a Herdade foi ocupada e formada uma cooperativa, situação que se manteve até uma data recente, revertendo para os antigos proprietários que a venderam ou formaram uma Sociedade Agrícola
- Terá sido no período pós 25 de Abril que se iniciou o costume de comemorar as Festas das Maias junto da nascente, actualmente impraticável pela sucessão de vedações de gado.  
A contenda é originária na falta de diálogo entre a população e os proprietários. Parece-me que poderá ser do interesse dos dois lados, a preservação do local, com obras tão simples como deixar que água volte a correr para o tanque. Protegendo a zona ao pastoreio, incluído o afloramento rochoso e parte da várzea até ao Sor (evitando assim infiltrações de dejectos de gado bovino). Criando depois um percurso pedestre pelas margens do Sor até Vale Feteira.

Assim a comunidade local recupera o seu local termal e de lazer. Os proprietários da herdade fazem uma operação de "charme" que lhe poderá ser muito mais útil que o actual clima de inimizade que se vive. Mas deverá ser a Junta de Freguesia da Comenda a promover este tipo de diálogo entre as várias partes interessadas.

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Alojamentos

Em Gavião com uma residencial, uma casa de turismo de habitação. Na zona de Belver com duas casas de turismo de habitação e a pousada do Alamal (exploração INATEL).

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Recortes

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Bibliografia

Calado 1995.

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Dados gerais

Distrito
Portalegre

Concelho
Gavião

Freguesia
Comenda        

Povoação/Lugar
Vale da Feteira- Herdade de Arrabaça 

Localização
A cerca de 2 km da povoação, dentro de uma herdade na margem direita da Ribeira de Sor, que define aqui a divisão entre os concelhos do Crato e Gavião, brota para o leito da ribeira, por cano metálico a água termal que deverá ter a sua nascente no afloramento granítico a +- 50m a montante deste local.  

Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio: Tejo      

Zona geológica
Maciço Hespérico

Fundo geológico (factor geo.)
Rochas magmáticas Ácidas e intermédias (granitoides)   

Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l de CaCo3

Concessionária

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Telefone
n.d.

Fax
n.d.

Morada
n.d.

E-mail / site

n.d.

 

 


A água termal (cerca de 30º)