
Tipo de exploração:
Captação municipal e água para ingestão
Natureza da água:
Água de nascente
Indicações:
Digestiva

[O ribeiro formado pela Fonte dos Olhos]
Época termal
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Digestiva
Tratamentos/ caracterização de utentes
Ingestão
Instalações/ património construído e ambiental
A captação da Fonte dos Olhos foi construída no final da década de 1960, para abastecimento à freguesia de Melides. Enquadrado num parque de merendas, e num pequeno espelho de água, para onde brota o excesso de água não utilizado na captação. Este sobejo de água tem ainda um apreciável caudal, que serve aos arrozais, terminando na lagoa de Melides.
Natureza
Bicarbonatada cálcica
“É uma água que tem pouco flúor, há referências que uma das razões porque os dentes das pessoas daquela região apodreciam cedo, tinha a ver com a falta de flúor da água” (Germisindo da Silva). A razão desse apodrecimento precoce dos dentes deverá ser a razão contrária à apontada, ou seja, a presença de flúor em excesso. Amaro de Almeida faz precisamente esta alusão quando se refere a várias nascentes onde encontrou um excesso de flúor na água.
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“Tem uma laje enorme, até havia uma lenda que contava que se levantassem essa pedra a água que saía inundava toda a aldeia. A água que sai da fonte forma uma ribeira, que se vai unir a outra ribeira que vem da serra, formando um único caudal que segue pela várzea e que vai ter ao leito da lagoa de Melides.” (Dr. Idálio Nunes do Departamento Cultural da Câmara de Grândola )
A probabilidade de Melides ficar inundada pelo manancial é pouco provável, pois a nascente encontra-se na parte mais baixa da aldeia. Mas o que a lenda denota é a quantidade de água que brota desta nascente, mesmo em anos de seca, como foi o ano de 2005 em que visitámos a nascente: o caudal era farto e constante, além de fornecer água a uma freguesia de 1942 habitantes e que na época de veraneio triplica de população.
Este enorme manancial de água punha a funcionar cinco moinhos, correndo depois para a várzea, onde se junta à nascente do Cabo de Água, irrigando hortas e arrozais. Esta última cultura foi introduzida na região a partir de 1830, e épocas houve em que a divisão de águas entre os moleiros e arrozeiros não foi pacífica. Actualmente, estes cursos de água, depois de irrigarem os arrozais, alimentam a lagoa de Melides, separada do mar pelas dunas da praia.
Uma pensão em Melides, na praia de Melides, a 4 km, um parque de campismo, aluguer de quartos e casas de veraneio.
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Silva 1866, Silva 1993
Freguesia
Melides
Povoação/Lugar
Fonte dos Olhos
Localização
Melides, junto do Parque de Merendas.
Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica: Ribeiras de costa
Zona geológica
Para norte de Grândola: Bacia Terciária do Tejo e Sado Para sul de Grândola: Maciço Hespérico – Zona Sul de Portugal
Fundo geológico (factor geo.)
Dureza águas subterrâneas
0 a 100 mg/l de CaCO3
Concessionária
Uso popular e de abastecimento público
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.
No canto a descarga de água depois de passar pela estação elevatória
“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais