AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[A Fonte Santa (foto In Gentes e Cultura – Freguesia de Abela – CM de Santiago,2004)]

 

Época termal
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Indicações

“Diziam que antigamente umas pessoas que passaram por lá que tinham eczemas, ou não sei o quê, lavaram-se com a água e aquilo fez bem, contam isso, agora se é verdade se é mentira não sei, já não é do meu tempo.” (informante)

Tratamentos/ caracterização de utentes

Ingestão

 

Instalações/ património construído e ambiental

A fachada principal constitui a parte mais nobre da construção, na medida em que define um vão composto por um portal com três arquivoltas (muito truncadas), elemento enquadrado por muros laterais e por uma destruída cornija, que surge rematada pelo pesado nicho ostentava a imagem que dava nome ao orago.
O interior apresenta um poço rectangular feito a partir de pedra da região, um conjunto de paredes de orientação verticalista circundados por impostas a toda a volta, uma decoração de círculos com rosetas de seis pétalas – semelhante aos que se encontram nas ruínas de S. Roque em Alvalade – e uma cobertura de cúpula assente sobre pendentes.” (Sobral 2004)
Mas o autor não exclui a hipótese de certos elementos arquitectónicos remeterem para um período bastante anterior, de uma arquitectura maneirista de finais do século XVI ou XVII, “ nomeadamente na cobertura em cúpula hemisférica assente sobre pendentes”.

Outro elemento curioso da construção é um tanque que se encontra a alguns metros para direita da fonte. Qual seria a sua função, de simples retenção das águas para rega ou para banhos curativos?

 

Natureza

Ferruginosa (segundo Carlos Sobral)    

 

Alvará de concessão

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Historial

A construção da fonte será de finais do século XVIII ou princípios do século XIX (Sobral, 2004). Quanto às razões de construção, o mesmo autor levanta duas hipóteses: o voto que pretendeu dignificar esta nascente a que se atribuía poderes curativos, ou a comemoração de algum facto desconhecido.
Que razões poderia haver para a construção de uma fonte monumental numa herdade rural, embora pertencente à Ordem Terceira de São Francisco, onde não existem outros elementos arquitectónicos destacáveis? A atribuição de qualidades curativas a esta água parece a hipótese mais provável, se atendermos à época de construção, coincidente com a início de uma hidrologia médica de carácter científico, onde a moda de “ir a banhos” entrava nos costumes da burguesia urbana, a par do uso das nascentes para cura de males como a lepra ou a sífilis, que afligiam sobretudo as camadas mais desfavorecidas.

Se as razões de construção da fonte são desconhecidas, também os seus atributos curativos estão praticamente esquecidos, como disse um morador contactado: “Diziam que antigamente umas pessoas que passaram por lá que tinham eczemas, ou não sei o quê, lavaram-se com a água e aquilo fez bem, contam isso, agora se é verdade se é mentira não sei, já não é do meu tempo.”

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Alojamentos

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Recortes

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Bibliografia

Sobral 2004

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Dados gerais

Distrito
Setúbal

Concelho
Santiago do Cacém

Freguesia
Abela       

Povoação/Lugar
Monte João Velho 

Localização
Em Abela toma-se a EM 546 em direcção a Tanganha; a cerca de 2 km surgem do lado esquerdo a ruínas do Monte de João Velho; uns 60 m antes toma-se um caminho à direita desta estrada, que leva até um barranco, onde por atalhos na direcção montante (norte) se chega ao local da fonte.  

Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica do Rio Sado       

Zona geológica
Maciço Hespérico – Zona sul de Portugal

Fundo geológico (factor geo.)
Região oeste do concelho - rochas sedimentares carbonatadas ( calcários, dolomias e margas ); a este do concelho rochas metamórficas (xisto e grauvaques ); na faixa litoral: rochas sedimentares, predominantemente areias   

Dureza águas subterrâneas
100 a 300 mg/l de CaCO3

Concessionária

Sem uso

Telefone
n.d.

Fax
n.d.

Morada
n.d.

E-mail / site

n.d.

 

 

 


Os cadernos municipais sobre as freguesias 




A cobertura em cúpula (foto In Gentes e Cultura – Freguesia de Abela – CM de Santiago,2004
)