
Tipo de exploração:
Água para ingestão (particular), projecto termal
Natureza da água:
Gasocarbónica
Indicações (pop.):
Insuficiência hepática, Digestiva

[legenda]
Época termal
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Litiase renal, pielo-nefrites, dispepsias (Correia, 1922)
Aparelho digestivo, artritismo e rins (Contreiras, 1951)
Tratamentos/ caracterização de utentes
A nascente imerge duma diáclase de granito dirigida segundo o N-S magnéticos, com uma inclinação de 45º para Este (Eng. Correia Melo). A nascente vem directamente da rocha e a água é atermal.” (Anuário, 1963,556).
A água emerge do granito, mas foram captadas para uma bica que se encontra dentro de uma construção dos anos “60”, que serve de Buvete. Defronte uma antiga azenha, serviu em tempos a uma tentativa de oficina de engarrafamento desta água com fama de serem iguais às de Melgaço. (Almeida, 1988).
Em 1997 iniciaram-se os trabalhos para a construção da barragem internacional de Sela no Rio Minho, todos os terrenos que iriam ser submergidos pelas águas da albufeira foram adquiridos e demolidas as suas construções. Entre as construções destruídas, encontra-se a antiga buvete e a pequena oficina de engarrafamento.
Três furos artesianos foram feitos para substituir as antigas captações, no Vale do pequeno ribeiro que corre para o Vergueiral.
Quanto à barragem a sua construção nunca se concretizou, as ruínas arrasadas das antigas águas de S. Antão lá estão amontoadas.
Instalações/ património construído e ambiental
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Natureza
“…fria, inodoras, límpidas e transparentes […] a análise química encontrou-lhe bicarbonatos de sódio, lítio, amónio, cálcio, estrôncio, magnezio e maganezia, cloretados de potássio e de sódio, arseniato, azotato, iodeto e brometo de sódio, sílica, barito e ácido fosfórico, pelo que a água em questão foi classificada como hipotermal, messalina, gaso-carbonica e bicarbonatada mista.” (Águas e Termas, 1918,98)
.Bicarbonatadas sódicas, cálcicas, magnesianas, litnadas, cloretadas sódicas, potássicas, siliciosas, carbogasosas, frias, hipomineralisadas (1,64g) (Correia,1922).
Mesossalinas bicarbonata mista, silicatada, carbogasosa, hipotermal (Almeida, 1988).
1912, 6 Novembro - Alvará de exploração passado a favor de Maria do Carmo da Graça Araújo.
1955, 14 de Março – Alvará de transmissão, publicado no DG nº 153, III série de 4/7/1955.
Contrato actual 1982.
Ferreira da Silva fez a sua análise em 1889, que Sarzedas (1907) publicou, comentando sobre a oficina de engarrafamento destas águas, que esta não tinha “ o engarrafamento por autoclave de esterilização”.
A captagem faz-se para um depósito ou reservatório de pedra e alvenaria, donde sai para engarrafamento, pois se destina quasi exclusivamente para exportação, sendo diminuto o número de pessoas que bebem na origem, a não ser os povos vizinhos. (Águas e Termas, 1918,98) . Esta mesma engarrafamento era explorado pela firma Teixeira & Azevedo (Águas e Termas, 1918,98)
No Anuário (1963) é mencionado que as primeiras análise foram feitas por Ferreira da Silva, era então esta publicada nos rótulos das garrafas onde constava: “Água hipotermal, mesossalina, gasocarbonica, bicarbonatada mista”.
Em 1997, na sessão de 17 de Julho da Assembleia da República, o deputado Rui Solheiro (PS) referiu-se às águas minerais, numa intervenção sobre o tema de desenvolvimento para a região, a propósito da construção da Barragem Internacional de Sela, o deputado dizia:
“ Há o reconhecimento unânime de que a construção da barragem destruirá a fauna e a flora do rio, submergindo um grande património cultural e prejudicando a qualidade do vinho, essencialmente o vinho alvarinho, pondo em causa as águas minerais de Peso, Melgaço, Valadares e Monção. Enfim, o impacte ambiental é a tantos níveis negativo que ninguém entenderia que se insistisse na sua construção.”
Na realidade a barragem não foi concretizada, mas no entanto todas as construções existentes no perímetro da sua albufeira foram arrasadas, entre elas as nascentes tradicionais da Corga do Vergueiral, substituindo-se por novas captagens, por furos artesianos, a uma cota superior à das águas da futura albufeira.
O actual proprietário formou então uma sociedade para a exploração termal destas águas, tendo como sócio principal a RAR - Refinaria de Açucares Reunidos SA.
Todo o processo se encontra actualmente na fase de análises quinzenais da água, para determinação das suas constantes físico-químicas e vocações terapêuticas.
Em Monção o Hotel Termal, residenciais e pensões.
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Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942; 1944; 1947; 1948a; 1948b; 1949-50; 1953. Almeida 1988, Calado 1995, Contreiras 1951, Correia 1922, Lopes 1892, Sarzedas 1907, Águas minerais do continente e Ilha de S.Miguel 1940, Águas e Termas Portuguesas 1918, Anuário Médico-hidrológico de Portugal 1963.
Freguesia
Messegães
Povoação/Lugar
De Messegães toma-se o caminho para o Rio Minho (0,5km), a nascente localiza-se do lado esquerdo do caminho, na Corga do Vergueiral (afloramento granítico). (Almeida 1988).
Actualmente o caminho para as captagens é no largo da sede da Junta de Freguesia, toma-se a rua que desce para Norte, ao fundo destas descida e antes do túnel sobre a via rápida, encontra-se à direita os dois furos artesianos.
Localização
B / Bacia hidrográfica do Rio Minho
Província hidromineral
Maciço Hespérico – Zona Centro Ibérica
Zona geológica
Maciço Hespérico – Zona Centro Ibérica
Fundo geológico (factor geo.)
Rochas Magmáticas (ácidas e intermediárias), granitoides e afins
Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l Ca CO3
Concessionária
SAV- sociedade de Águas de Valadares, Lda
Telefone
217919000
Fax
214710268
Morada
Campo Grande, 28 -5ºEsq – 1700 Lisboa
E-mail / site
n.d.


“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais