AVISO: A informação disponibilizada neste site tem como data de referência o ano 2002 e pode encontrar-se desactualizada.


[A buvete no parque]

 

Época termal
1 de Julho a 30 de Setembro

Indicações

Doenças da nutrição
Doenças da pele (especialmente psoríase e eczemas)
Doenças ginecológicas
Usada como água de mesa


Tratamentos/ caracterização de utentes

Director clínico: Dr. Albino Teixeira
Ingestão de água
Balneoterapia: Banhos de imersão simples, de hidromassagem e duche subaquático
Enteroclise e irrigação ginecológica.

Os programas de “bem-estar termal” ou outros semelhantes não estão previstos pela actual direcção termal.

 

Instalações/ património construído e ambiental

Num parque de pinheiros e carvalhos, cortado por um ribeiro, encontra-se este pequeno conjunto termal. Quem chega da aldeia de Boticas, a escassos 2 km, passa primeiro pela nova fábrica de engarrafamento de águas em garrafas de vidro, chegando depois ao largo da estalagem, ficando do lado esquerdo a fábrica antiga, actualmente só dedicada ao engarrafamento em garrafas de plástico.

Seguido pelo lado da pousada, e depois de passado o anexo, encontra-se a buvete do lado esquerdo e o pequeno balneário do seu lado direito.

 

Natureza

Grupo das bicarbonatadas sódicas, ricas em gás carbónico, pH ácido na nascente. Hipotermal. Alcalino sódica. (Almeida e Almeida 1970)     

 

Alvará de concessão

1915- Alvará de concessão, publicação DG, nº 198, II série, de 28/8/1915
1924- Alvará de Transmissão, publicação DG, nº 102, II série, de 5/5/1924
1931- Alvará de Transmissão, publicação DG, nº 28, II série, de 4/1/1931

1942- Alvará de Transmissão, publicação DG, nº 122, III série, de 27/5/1942

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Historial

Lopes (1892) fez uma pequena referência a duas nascentes no capítulo dedicado a Montalegre: “Uma delas está situada no lugar de S .Pedro do Rio, na margem esquerda do rio Cavado, e outra no de Carvalhelhos, na margem direita do rio Beça”.
A descoberta destas águas teria ocorrido na década de 1830-40, segundo o “Águas e Termas Portuguesas (1918)”: “Uma pobre ceifeira, cujo nome a tradição não conservou, com úlceras nas pernas, regava erva num lameiro de Carvalhelhos, constantemente coberta pela água que ali brotava de duas nascentes. Como durante o dia que durou a ceifa, a pobre mulher teve sempre as pernas em contacto com a água, notou que dia para dia as úlceras se reduziam e fechavam, até que desapareceram de todo.”
Seguiu-se a divulgação da cura e procura imediata por moradores da região, curando-se males mais relacionados com as características das águas: “Fígado, estômago, intestinos, rins, etc. […] Daí veio passar o povo a denominar a água do lameiro de Carvalhelhos pela designação de Águas Santas.”
Quanto à ceifeira de nome desconhecido, ficou eternizada no símbolo destas águas, com a sua capa de burel, ainda hoje presente em todos os rótulos das garrafas.
Com o pedido de concessão, as águas foram analisadas por Bonhorst em 1914. No ano seguinte é a vez do Relatório de Reconhecimento de Antunes (1915), que descreve a existência de dois tanques de pedra separados por uma parede de tabique, com uma frequência anual entre os 250 a 300 aquistas (cit. Acciaiuoli 1944, IV: 52)
Em 1919 Lepierre fez a análise das duas nascentes Lucy e Estela, concluindo que se tratava de águas hipossalinas, hipotónicas, bicarbonatadas mistas, silicatadas, fluoretadas, fortemente radioactivas.
Em 1936 a vistoria destas Caldas coube ao engenheiro Diniz (1936). O estabelecimento contava com uma buvete na captação da Fonte Lucy, formado por um simples barracão em madeira onde se procedia ao engarrafamento das águas. Quanto a balneários, eram dois, um aproveitando a água da nascente Estela, com tinas de pedra e “nas piores condições higiénicas”, só utilizado para banhos de indigentes. O segundo balneário contava com oito casas de banho com banheiras forradas a azulejo, mas também em más condições higiénicas. Quanto a alojamento, havia uma pensão de 14 quartos. (cit. Acciaiuoli 1944, IV: 55).
Em 1942 a concessão foi transmitida e o novo concessionário iniciou, dois anos depois, o trabalho de novas captagens e construiu um pavilhão de 20 quartos para reforço da pensão.
No “Anuário” (1963) o balneário foi descrito com tendo 12 banheiras de imersão, cabine de duche subaquático, cabine de enteroclise e irrigações vaginais.
Almeida (1970) dá um destaque especial às indicações terapêuticas destas águas, em doenças do aparelho digestivo, do metabolismo, da pele, das articulações, do aparelho urinário e do aparelho circulatório. Mas a sua frequência anual era reduzida, com apenas 150 aquistas em 1967, em contraste com a comercialização da água, em que “uma moderna oficina, obedecendo a todos os quesitos de limpeza e perfeição, permite o engarrafamento diário de centenas de milhar de garrafas que procuram os mercados da Metrópole e Ultramar. Em 1967 saíram das nascentes: 9467201 garrafas de 3 dl e 5990956 garrafas de 8,5 dl.

Actualmente a grande aposta da empresa continua a ser a comercialização da água engarrafada. Em 2002 a produção global de água foi de 33.379.895 litros, para apenas 24 aquistas.

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Alojamentos

Uma pequena pousada com restaurante, com 10 quartos no edifício principal e outros 10 num anexo.

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Recortes

JN – 25/8/04 (Margarida Luzio) – Carvalhelhos tratam as doenças da pele – Estância termal está inserida num espaço verde e refrescante, com cascata. – Destaque: Canadiano testa efeito da água na psoríase.

 JN – 25/9/00 (Fernando Seixas) Termas de Portugal – Carvalhelhos oferece saúde e qualidade de vida – Das chamadas Caldas Santas, no município de boticas, brotam as águas das profundas entranhas da Serra do Barroso (Destaque: Preçário).      

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Bibliografia

Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942; 1944; 1947;1948a;  1948b; 1949-50; 1953,  Almeida 1970, Antunes 1915, Bonhorst 1914, Contreiras 1937, Contreiras 1951, Contreiras 1941, Correia 1923, Costanzo 1914, Costanzo 1915, Diniz 1936, Félix 1877, Fernandes 1875-80, Lepierre 1919, Lepierre 1936, Lopes 1892, Melo 1916, Narciso: 1920; 1923; 1947. Neves 1916, Silva 1910, Águas minerais do Continente e Ilha de S. Miguel 1940, Revista de Química Pura e Aplicada 1918, Anuário Médico-hidrológico de Portugal 1963,Termas de Portugal 1947

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Dados gerais

Distrito
Vila Real

Concelho
Boticas

Freguesia
Beça       

Povoação/Lugar
Caldas Santas 

Localização
A 8 km de Boticas, nos contrafortes da Serra das Alturas, a 755m de altitude  

Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Douro      

Zona geológica
Maciço Hespérico – Subzona Galiza Média / Trás-os-Montes

Fundo geológico (factor geo.)
Rochas magmáticas ácidas (granitóides)   

Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l CaCO3

Concessionária

Águas de Carvalhelhos, S.A.

Telefone
276415150

Fax
276415150

Morada
Carvalhelhos – 5460 Boticas

E-mail / site

calvalhelhos@mail.telepac.pt www.carvalhelhos.pt

 

 


O anexo da Estalagem




A fábrica de engarrafamento