
Tipo de exploração:
Água para ingestão
Natureza da água:
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Indicações:
Aparelho digestivo e febres

[A caminho de Paradela do Monte e a Serra do Marão]
Época termal
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Popular: “qualquer pessoa de grandes males ou febres a pode beber que, por ser tão pura e tão leve, não faz mal aos doentes.” (Almeida e Almeida 1970)
Nada se alterou nas suas atribuições curativas e esta água ainda é “boa para a febres e para tudo”.
Tratamentos/ caracterização de utentes
Ingestão. Os moradores de Paradela do Monte recorrem a ela frequentemente e no Verão são os forasteiros que levam “carregadas de água”.
Instalações/ património construído e ambiental
A água vem de uma mina, brotando em grande caudal para um pequeno tanque e seguindo para outro de maiores dimensões que serve de lavadouro à aldeia.
Esta mina tem cerca de 15 m de profundidade, em forma de “capela”, segundo a descrição de uma informante que pôs as mãos em V invertido, o que deverá corresponder a um teto em grandes lajes de pedra em forma triangular. Ao fundo a água emerge de uma pedra: “Não é uma pedra vulgar, é uma pedra em seixo branco”, que deverá ser um rochedo de quartzo.
A mina encontra-se fechada por uma portinhola de ferro. Trata-se de uma bica em pedra em forma de canhão de onde brota em abundante caudal esta água leve e fresca, caindo num pequeno tanque para abastecimento domiciliar, e seguindo para um grande tanque de lavagem, renovado em 1990, completamente acimentado, sobre o qual foi também construído uma cobertura em placa de cimento.
O muro onde se encontra a bica e entrada da mina, na fotografia publicada por Almeida e Almeida (1970), apresenta-se como uma construção simples em pedra não aparelhada, sem qualquer motivo decorativo, actualmente também acimentada e pintada de branco. Quando da visita, a calçada que leva à fonte encontrava-se em obras de arranjo urbano, a cargo da Junta de Freguesia, numa fonte que deve esconder nas paredes caiadas um património construído tão rico como o seu património hidrológico.
Natureza
Grupo das isso-ácido-alcalino-sódicas, hipossalina, hipotermal (Almeida e Almeida 1970)
Nunca foi concessionada.
“Todo mundo usa, é uma nascente talvez com mais de 500 anos, o nosso avô já tinha história para isso e muito mais.” (informante)
Toda a estrutura leva a crer que seja uma nascente explorada desde o século XV ou XVI, embora estranhamente o Dr. Mirandela não a mencione no seu “Aquilégio” de 1726. Pena é que nas obras de reforma da nascente de 1990 e nas que actualmente decorrem não tenha havido uma preocupação de recuperar este espaço nas suas características arquitectónicas originais.
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Almeida 1970, Castro 1894-95
Freguesia
Louredo
Povoação/Lugar
Paradela do Monte
Localização
É a fonte do Lugar de Paradela, na encosta da Serra do Marão, a 700 m de altitude.
Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Douro
Zona geológica
Maciço Hespérico – Zona Centro-Ibérica
Fundo geológico (factor geo.)
Rochas metamórficas (xistos)
Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l CaCO3
Concessionária
Uso popular
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.


“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais