
Tipo de exploração:
Água para lavagens
Natureza da água:
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Indicações:
Doenças de pele

[A nascente de água Santa]
Época termal
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Afecções de pele (popular)
Tratamentos/ caracterização de utentes
Banhos no ribeiro.
“O gosto pronunciadamente metálico destas águas é um facto: a sua fama ecoou e de bem longe vieram corpos doentes banhar suas mazelas nas poças do ribeiro junto das nascentes; é mais que secular a tradição curativa destas fontes.” (Almeida e Almeida 1970)
Embora esta peregrinação de “doentes a banharem as suas mazelas” já não exista, os atributos das águas continuam vivos na memória dos moradores de Sedielos: “Se tem sabor metálico não sei dizer, o que sei é que antigamente a gente ia para lá lavar as mantas, íamos lá para o rio para aqueles poços, e a gente metia-se naquela água gelada, parece que nos passava os ossos e não nos fazia mal, ninguém vinha de lá doente, é verdade. Ás vezes íamos para o rio aqui em baixo, já vínhamos de lá com dores de garganta e tudo, mas lá não.”
Instalações/ património construído e ambiental
A emergência de água é de um rochedo de xisto, de onde a água cai em bom caudal para o ribeiro, formando pequenas cachoeiras e poças que serviam para os banhos. Nos projectos da junta de freguesia está previsto calcetar o estradão desde da capela de Santiago à nascente numa primeira fase, e numa fase posterior todo o local da nascente seria arranjado como local de lazer e descanso.
A vertente do outro lado do ribeiro é uma encosta de fragas espinhadas do Marão, onde a meia encosta existiu a chamada Mina dos Mouros. O minério explorado deveria ser o de ferro, a crer na toponímia da povoação mais próxima, Ferraria. A exploração das nascentes será com certeza simultânea da exploração mineira, e quem sabe do místico tempo do mouros.
Natureza
Grupo das hipossalinas, de pH sempre ácido, alcalino-sódica, hipotermal (Almeida e Almeida 1970)
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Segundo Almeida (1970), “a crença pelas virtudes terapêuticas veio a perder-se com os tempos. Na margem esquerda do ribeiro (termo da Ferraria - Vinhós) uma nascente ficou abafada sob o desmoronamento de penedos. Era de água morna e de sabor metálico […] Na margem direita (termo de Aldarete – Sedielos) e a 100 metros a jusante desta, há outra surgência abundante onde, mesmo no xisto, em letras grosseiras, os pastores escreveram «Fonte Santa»”.
Da nascente da margem esquerda já hoje ninguém se lembra, terá sido mesmo soterrada pela construção do estradão, que depois da nascente continua em direcção às antigas minas da Ferraria. Na nascente da margem direita tem agora uma estranha inscrição agora é outra: “ Deus e São José manda”, mas continua a ser a Fonte Santa, em breve urbanizada e recuperada pela Junta de Freguesia.
Só em Peso da Régua.
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Almeida 1970
Freguesia
Sedielos
Povoação/Lugar
Fonte Santa
Localização
Em Sedielos toma-se a estrada para Aldarete até à Capela de Santiago, a cerca de 1 km. No terreiro desta capela, recentemente urbanizado, toma-se um estradão à esquerda (de quem está de frente para a capela), que desce para o ribeiro da Ponte da Fraga de Baixo; a cerca de 1,2 km um pequeno carreiro desce na direcção do ribeiro, onde se localiza a nascente.
Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Douro
Zona geológica
Maciço Hespérico – Zona Centro-Ibérica
Fundo geológico (factor geo.)
Rochas metamórficas (xistos)
Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l CaCO3
Concessionária
Uso popular
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.


“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais